quinta-feira, 11 de novembro de 2010

SAMBA NA PEDRA QUENTE


Eu faço versos como quem samba
Como quem samba na pedra quente
Porta-bandeira, descalça e santa
És minha irmã se giras demente
                                        Ainda quando o carnaval acaba...

Porta Bandeira, o verso que me transpassa
Um século de agonia e este grito à garganta
Eu também danço onde queimas e choras
E com pés ainda acesos de brasa
Na quarta-feira, cinza das horas...

Eu faço versos como quem mata.




P.V.Jr.

Nenhum comentário:

Postar um comentário