SAMBA NA PEDRA QUENTE
Eu faço versos como quem samba
Como quem samba na pedra quente
Porta-bandeira, descalça e santa
És minha irmã se giras demente
És minha irmã se giras demente
Ainda quando o carnaval acaba...
Porta Bandeira, o verso que me transpassa
Um século de agonia e este grito à garganta
Eu também danço onde queimas e choras
E com pés ainda acesos de brasa
Na quarta-feira, cinza das horas...
Eu faço versos como quem mata.
Um século de agonia e este grito à garganta
Eu também danço onde queimas e choras
E com pés ainda acesos de brasa
Na quarta-feira, cinza das horas...
Eu faço versos como quem mata.
P.V.Jr.
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