HAMLET
Eu sou.
Eu sou uma pergunta.
Eu sou o sem temor da resposta,
Certa ou errada, eu sou.
Eu sou a questão aberta até o osso do crânio.
Até os olhos se esvaziarem na caveira, eu sou a questão.
Eu sou o que gasto de mim, o que volto ao pó, o que aos poucos morro
Fazendo a pergunta, procurando a resposta.
O que acho, eu sou
O que respondo, eu sou.
Serei mais ainda o que não acho, o que não respondo?
-Eu pergunto.
E por isso, só por isso,
Eu sou.
P.V.Jr.

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