quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O Pensador


Para que pensar um sentimento?
Para tê-lo? Para retê-lo?
Para tê-lo exato, preciso?
Ou para subvertê-lo ao que dele supõe o pensamento?

Talvez débil ante a fruição arquejante de hormônios que não dão mesmo explicação a não ser a científica e pouco significante;

Talvez fraco para o duro impenetrável de alguns tecidos dos sentidos;

Talvez inapto para atender a si quando a vida dá de berrar
e só o que no corpo não é pensamento pode reagir.

Mas nunca contentará em ser subproduto da carne,
o pensamento.

E à revelia do mero prazer sensitivo
Faz a última ilação possível:

Melhor é sentir o pensamento
E todos os prazeres serão do espírito.

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